Revisitando: A Auto-ajuda e a Ajuda que veio do Alto

A auto-ajuda é das maiores doces tolices de nossos tempos.


Os livros com tais temas vendem como aguaceiro de verão. Temas como “Você é um vencedor” fazem a alegria das livrarias num tempo onde "vencer" e "ser o melhor" são figurinhas repetidas.


O pior é quando esse discurso é amplamente utilizado em nome de Deus. Aí, Deus, Jesus e o Espírito Santo passam a ser empresários desses craques desconhecidos pela história.


Aqui todos lhes devem porque eles tem muito a oferecer mas ninguém lhes perceberam, tem muito a ensinar mas o mundo é injusto. Não aceitam a derrota. Em resumo não aceitam a vida, pois, na vida, não há o que não seja vaidade.


Assim, músicas que tem por tema “sonhos de Deus” são alçadas a condição de profecias para essa rala geração.


Babogeira.


O Evangelho não nos transforma em vencedores no sentido matemático e social da coisa. Ao contrário, ser vencedor no Evangelho tem a ver com ser ferido mas não revidar, ser odiado mas amar.


Perceber os fracassos dos profetas, de Jesus, de Paulo e dos profetas nos faz ver que a vida não é para amadores.


Eis a vitória. Eis o sonho: Amar como a si mesmo se ama. Se há um sonho que seja o sonho de amar e não o sonho de conquistar.


Já os proponentes e ouvintes dessas questões positivistas transformam-se em frustrados em curto prazo porque logo percebem (alguns, mas infelizmente nem todos) que a vida não foi feita para que sejamos os bambambans de nada.


Na vida nosso chamado é viver.


Então não caia nessa balela.


Creia e isso lhe será imputado como glória mas não como um Audi qualquer zero quilômetros. Apenas creia. E isso o impedirá de enlouquecer nesse mundo de status, glória, poder, performance e imagem.


Creia e a glória fugidia não lhe será refúgio. E ame pois só o Amor pode lhe servir de antídoto para isso.

Bjão,




Vando
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Formspring.me

Fiz uma conta no Formspring.me cujo endereço é www.formspring.me/vandobarboza. É uma nova ferramenta na Internet onde você pode entrar e enviar suas perguntas.

Aproveito para desejar a todos um Feliz Natal.

Paz,

Vando

Confissões em oração

A oração é sussurro do coração a Deus. É o clamor e o agradecimento. E fel e o doce. A esperança e temor. O silêncio e o grito. O pedido de socorro e o obrigado. A bandeira a meio pau e a bandeira branca. Antes de tudo, na verdade, é não ter bandeira nenhuma a apresentar.

Oração é não ter o que falar. É falar tudo. Oração é dentro. Mas extravasa. Oração é ter os olhos abertos. E fechados. Sendo assim é tudo ver mas saber que nada enxerga. É sem cessar, como um vigia na noite, porque ainda não cessamos de respirar. E é um estado de confiança, esperança e fé.

Oração é muito mais o estado de gravidez do que o parto. Muito mais a dor do que a alegria. Muito mais o vir-a-ser-o-que-já-somos-nEle do que o ser-pronto – posto que ainda não tenhamos alcançado, mas antes somos hebreus – caminhantes.

Oração é o convite de Deus a nós. Oração é nosso aceite.

Quanto a mim foram três os clamores que a Ele fiz. Pode ser que nunca me atenda. Não os direi aqui e pode ser que um dia os diga. E pode ser que meus pedidos não passem de um não enxergar ao mesmo tempo em que é um convite do caminho em fé. Então não sei. Mas sigo. E oro.

“Não quero dinheiro, eu só quero amar” canta Tim Maia e essa, de certa forma, é minha oração. O mundo jaz no maligno comprova a simples observação, no entanto eu quero paz, encontrar a mim mesmo distanciando-me de um falso eu e amar com intensidade. E quando digo intensidade não digo volume, mas apenas falo da verdade – mesmo que os gestos não sejam efusivos, no entanto que meu coração o seja.

“Amar é tudo” - já não lembro agora quem canta - porque sem amor nada presta. Oração sem amor é poesia sem sangue. De certa forma é essa minha oração, ainda que com outras palavras.

Quanto a você, quais são suas orações?

Uma última observação: conhecendo as orações de um homem conheceremos sua essência e suas prioridades. Fazendo assim, compare-as – digo, suas orações – com a agenda de Jesus apresentada no Novo Testamento e você fará uma boa auto-reflexão e, quem sabe, precisará mudar o rumo. Ou, no mínimo, rearranjar as velas diante do Vento.

Bjão com carinho,


Vando
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Entre Star War e o os do caminho

Já escrevi um texto aqui sobre Star War, assim que vi o filme, em seu lançamento.

Mas, hoje pela manhã, lendo Paulo aos Colossenses, em sua saudação final, ele despede-se assim: “que a Graça esteja com vocês”. Imediatamente lembrei do filme.

Na película há uma saudação muito comum que é: “que a Força esteja com vocês”. A Força, no contexto do filme, é algo transcendental que habitaria o ser daquela pessoa dando-a forças e poder para poder enfrentar seus inimigos.

No entanto, na existência, somos todos fracos. Ora, mesmo os fortes, os donos, os senhores, os presidentes e todos os outros não passam de assopro. Ainda que dominem o mundo, qualquer um sabe em si que não possui força nenhuma.

Dominar o mundo e não dominar o próprio coração é como entrar no formigueiro e achar que dominou a formiga. Em outras palavras, ganhar o mundo e perder a alma é perder tudo.

A própria necessidade de dominar o mundo já denota a falta de controle do coração e uma intensa insegurança que precisa das rédeas sobre o outro para poder parecer “alguém” – isso se vê aos montes nas “igrejas” onde pastores exercem poder de polícia na vida dos outros.

O sensato nunca quererá ser o dominador de nada nem de ninguém. No máximo assumirá a posição que lhe cabe a fim de servir – esse é o exemplo deixado em Jesus.

Em contraponto à “Força”, Paulo nos remete à Graça. Na Graça há uma confissão de fraqueza, não somente em si, mas diante de tudo que lhe rodeia posto que o mundo esteja morto no maligno e isso já demonstra que, a realidade que lhe rodeia não pode lhe pertencer. É Jesus que diz aos discípulos, referindo-se a forma de organização, que entre eles, os discípulos, não seria como é no mundo. No entanto essa afirmação pode ser facilmente aplicada a todas as outras coisas, ou seja, o mundo e tudo que nele há (e aí se incluem poder, herança, influência) não pertencem aqueles que se dizem do Caminho. Confissão de fraqueza, certamente. Podem estar ali, mas nunca serão dali.

Há quem queira dominar o mundo e isso é o não reconhecimento da fraqueza que há em si apenas a fim de passar uma imagem de uma força que não existe e de um domínio que é passageiro – logo a aposentadoria lhe demonstrará quais foram os frutos de sua existência.

O tema é bom amigos, mas paro aqui porque penso que já me fiz entender. Encerro com a seguinte observação: entre a ilusão da “Força” e o chão da Graça, prefira a segunda porque o primeiro pode lhe trazer imagem, força e poder mas a segunda lhe trás reconhecimento da Vida e lhe impinge a Paz como legado.

Bjão com carinho,


Vando
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Há uma doce ciranda na eternidade com outra menina que re-torna ao Pai

“Sem Amor nada serve, presta ou tem sentido. No Amor até a morte perde sentido. Ou ganha”, escrevi em Humano, demasiado humano, texto meu que está postado a alguns dias nesse blog.

E assim é.

Era 15 de dezembro de 2009 e recebi uma ligação cedo de minha esposa – que estava indo trabalhar – dizendo, aos prantos, que tinha recebido uma ligação do Hospital de onde precisavam falar com ela. Sua irmãzinha, minha cunhada, estava internada lá desde domingo. A Erica, minha esposa, já sabia qual notícia viria daí...

E assim foi. Quando eu já estava a caminho do trabalho veio a confirmação: Daiane havia ido se encontrar com o Seu Deus. Agora tudo, para ela, virara Paz, Alegria e Amor. Agora não havia para Daiane mais ranger de dentes, lágrimas ou dor. Agora ela tornara-se ela mesma, longe de todo falso eu. Agora seus olhos viram A Realidade Completa. Agora não havia mais oração a fazer pois ela era a oração em forma de adoração. A fé, para ela, morrera pois agora ela vira o que É com seus próprios olhos. Não havia mais nenhuma necessidade de esperança pois o Amor era a única Possibilidade Presente, extinguindo todos os passados amargos e futuros incertos.

Apesar da dor rasgada, que não tem fundo, medida ou explicação, apesar do oco que fica por dentro, apesar disso, a morte é um convite para A Verdade.

Diz o sábio que é melhor estar na casa do luto do que em outros lugares. Estou na casa do luto. Vi o luto e todas as lágrimas rasgadas que ele provoca.

E é aqui, que podemos nos encontrar com mais um pouco do nosso verdadeiro eu. É aqui que pesamos na balança tudo que é e aquilo que é sem efeito para a vida. É aqui que permitimos que nosso coração seja esquadrinhado para ver se acha alguma fé em nós ou se somos daqueles que encaramos a morte como desespero, traição (divina) e angústia. É aqui que podemos ver se realmente cremos que Deus quer estar com todos nós e a morte é esse encontro de Vida ou se somente somos daqueles que pertencem a essa religiosidade de moral, estética e prosperidade. É aqui que as palavras cessam e o que resta é apenas a fé que nos dá o descanso apesar da saudade que trás o choro contínuo.

Assim, diante do Evangelho, somos chamados a ver que a dor da separação é muito menos por quem foi, mas apenas por nós. Assim, se sabemos que ela está com Ele, em Paz, e se enxergarmos que a morte é a Graça dEle em ação por aquele que por Ele foi completamente nEle dissolvido – sim, a morte é dissolver-se nEle –, se entendermos que, assim como as sementes, morremos para reviver, se fizermos a simples menção de que o próprio Jesus morreu e ressuscitou, indicando-nos A Realidade para nós preparada, sim, se olharmos como todas as coisas nEle tem sentido e são para o Bem – mesmo! – daqueles que O Amam, então descansaremos e creremos, não mais como meninos religiosos, mas apenas como gente do Caminho, que é Jesus, a Vida.

Mas para isso o Evangelho precisa ser Evangelho em nós senão tudo é apenas logorréia de religião. Assim, ou o Amor nos encontra ou vagaremos desesperançados porque é só no Amor que a morte tem algum sentido.


Com carinho, no Caminho, onde a morte já morreu,


Vando
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Cartas: Qual a sua Igreja?

Comentário recebido:

Olá vando,

Li vários das tuas postagens e me fiz varias perguntas, entre elas foi: Em que você acredita?

Sei que em Deus. Mas a própria Bíblia diz "Crê tu que Deus existe faz bem, pois até o diabo crê e o teme" - Tiago: 2.19.

Mais uma coisa me chama a atenção por fazer varias citações bíblicas como sendo o ponto de referência, mais qual credo você profere e de qual igreja você faz parte como membro? Não precisa falar para VCP que a reunião de várias pessoas forma a igreja. Em “Leia-me” de 27/12/06 você fala que o teu chão é “o Evangelho e o mesmo é só amor, Amém”. “Ele é Boas novas” pergunto VCP tem anunciado as boas novas elas são Cristo o Libertador e Salvador. Sim ou não é contigo. Em "milagres" o Alex diz que a única coisa que não viu foi um morto voltar a vida, mais a referência de vida que tive foi a do Clebinho que, mesmo com a enfermidade que e o assolava, ele estava olhando para a vida pois mesmo enfermo ele cria que teria a vida. É o final que ele menciona de Habacuque 3: 15.

Agora você entende quando falei que você não conhecia de quem você tanto fala nas tuas postagens. Pois até Jó achava que conhecia a Deus mais só depois de tudo que ele estava sofrendo que ele foi saber quem realmente era Deus. Jó 42, 1.2...6. Nos teus temas você fala em tudo e de tudo, mas não expressa um conhecimento de um Cristo que muda o caráter de um homem, pois o escritor aos Hebreus mandou olhar para o Cristo que liberta e não para o homem, Hb: 12: 1.2.3. Olha Vando por tudo que li nos teus escritos realmente você tem uma inteligência grande. Tem vários escritos teus que te dou toda razão. Tem muitos homens que fazem coisas com a palavra de Deus que é feio, mais é o que te falei: conhecer a Cristo é diferente. Na época de Cristo 3 tipos de seguidores tinha com ele,1º: os que realmente queria servi-lo, 2º: os que realmente queriam só o pão e peixe, 3º os que realmente queriam só o acusá-lo, pergunto para você: mudou alguma coisa até o dia de hoje? Não.

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Resposta:

Caro Sebastião,

Antes de tudo ainda tenho para mim que você leu muito pouco do que escrevi. Tenho mais de 500 textos. Você pode me dizer que não é obrigado a lê-los. Eu também posso responder-te que não sou obrigado a dar-te satisfação daquilo que escrevo se, por conta própria você poderia procurar entender e assim evitar que eu lhe repita algumas coisas.

Mas percebo de tudo sua sinceridade.

Tentarei responder suas perguntas com o máximo de clareza possível. No entanto, alguns itens você precisa discernir de antemão: quando falo Igreja, estou falando da Igreja: daquela que a gente pode ver em qualquer canto na reunião de duas ou três pessoas conforme Jesus que não tem qualquer exigência de templo, pastor ou dia sagrado. Logo, por exclusão óbvia, não estou falando da “igreja” uma hidra de milhares de cabeças cujo poder em baseado em barganhas com Deus: grana, moral e números.

Também lhe exponho que, quando falo de Evangelho digo da Revelação feita em Jesus que nada tem a ver com o “evangelho” ensinado nos púlpitos cristãos. Ora, talvez você diga que generalizo. Pode ser, mas há muito pouco de Evangelho dentro das “igrejas” cristãs. Isso desde aquilo que ensinado até pela maldade que é praticada.

Daí que, apesar de ser bem explícito naquilo que creio você precisa de alguns direcionamentos “basilares” sobre minha fé. Sendo assim sugiro a leitura do Marcador “Razão da minha fé”. Mas o que creio está assim definido: Jesus é a Revelação do Amor de Deus aos homens, não tendo deixado nenhuma espécie de ponte a não ser Ele mesmo. Ora, preciso de mais alguma definição? Preciso identificar versículos bíblicos para enfatizar aquilo que os da religião, tendo versículos, assim mesmo são enganados ou enganam?

Não, não preciso. Ainda assim, respondo em que creio: creio que existam anjos, outros mundos, creio que existam diabos – humanos e não humanos -, creio que Deus criou o mundo – mas não tenho a mínima ideia como -, que Jesus é histórico porque antes de qualquer história Ele É, creio no poder da amizade, do amor, do perdão, da Graça, creio que todo homem pode ser regenerado pela Graça, creio que exista um inferno (ainda que não creia nesse inferno a lá Dante Alighieri), creio no nascimento miraculoso de Jesus e em sua ressurreição (sem a qual não há sequer nada a ser acreditado), creio na morte da morte, creio que a Igreja é só o que Jesus disse, creio não há explicação possível para Deus e, portanto, qualquer tentativa de explicá-lo é burrice, malandragem ou então apenas inocência mesmo. Por consequinte, explicar a “Trindade” então é assinar atestado de tolice. Creio que a fé é a única forma de agradar a Deus e todas as outras formas não são nada, inclusive essas que ensinam dominicalmente nas “igrejas” cristãs.

Ora quanto ao diabo, que também crê, eu não tenho nada com ele, mas vejo ele dando risadas aos borbotões diante disso que se chama evangelho e que, na verdade, é apenas uma enganação histórica que vem desde a época de Constantino – esse sim o primeiro papa e mestre disso que ainda hoje chamamos de cristianismo. Ora, e a Reforma fez o quê? Nada, apenas tirou ali e aqui, mas ainda assim manteve a base que é a de uma teologia baseada na filosofia grega de lógica.

Sendo assim não creio, fui crido. Fui inserido nos rincões da Graça como um disperso, como a um prematuro. Fui engravidado nAquele me tomou em Amor. Estou sendo formado, dia a dia, das trevas para a luz. Ora, não que tenha alcançado algo – muito ao contrário. Mas sigo, diante de mim a visão é Eterna, ou seja, só possível em fé – mesmo que eu não tenha resposta para nada. Assim meu mano a fé nEle não é um contrato eclesial, mas um rasgo existencia que não nos dá resposta, apenas fé mesmo.

Daí, meu mano, que digo: não brinco de “evangelho”, “igreja”, “doutrina”, “adoração”, “santidade” ou qualquer outros dos temas sacros à "igreja". O buraco é mais embaixo. É a “igreja” que sempre tentou amenizar onde não se deve amenizar ou endurecer o que a Graça tornou infantilidade. O Caminho é a Graça. O resto são “solas” feito escrituras. Basta-nos a Graça. Quem sabe de si em Graça não duvida, não pergunta, não tem medo dos “ateus”, dos “espíritas” ou de quem quer se seja pois sabe que todos são dependentes da Graça, primeiro os cristãos, depois todos os outros. Quem sabe de si um enxertado na videira não pergunta apenas sente-se agraciado. Assim sou eu. E é isso que aqui ensino.

E novamente você faz-me uma pergunta como quem pede “carteirinha” de membro quando pergunta de qual “igreja” sou. Ora, não tenho credencial nenhuma a não ser aquilo que digo crer. Minha palavra é minha credencial. Deus é minha testemunha e sabe que não minto. Não que não tivesse outras credenciais a lhe apresentar. Mas tudo isso é fútil.

Então, a resposta para isso é simples: a Igreja não é minha, é dele. Fui colocado como temporão nela. Isso basta. Mas pergunte para a “igreja” se basta... Sim, pergunte a eles e lhe dirão que preciso de uma “cobertura espiritual”. Ora, coisa de meninos que não crêem que o sangue de Jesus nos cobre em tudo. Precisam sempre de um aio a lhes pegar pela mão como débeis que nunca deixam o leite porque são meninos levando pela mão outros meninos.

Minha Igreja é o mundo, meu irmão. E disso não brinco. Quando John Wesley disse assim pareceu bonitinho, romantizado, chique. Mas, quem quer assim viver? Quem quer dizer que o chão da vida acontece em tudo que é lugar do planeta? Quem quer ser tão desinstalado assim? Ora, conheço poucos homens a esse nível. Mesmo os celebrados pela “igreja” são só ícones do passado pois no presente são todos dependentes da Grande Mãe "Igreja".

Interessante de tudo é quem em nada você discorda do que digo. Sua confusão - e confissão! - para comigo é puramente religiosa já que não tenho nada a lhe oferecer a não ser aquilo que aqui lhe digo: vá para o Evangelho e leia-o sem os olhos da religião e veja se o que digo aqui está em desconformidade com o mesmo. Se assim for, volte aqui e me diga.

Sobre sua tríade final o que pode lhe dizer é: não não mudou. E a “igreja” é a maior representante disso.

Mas, quanto a você a proposta é: pregue o Evangelho sem fazer média com ninguém porque a “igreja” já não O suporta. Mas antes faça você mesmo um processo de desintoxicação religiosa pois, do pouco que me escreveu é possível identificar algumas doenças de cunho “evangélico” que não consegue enxergar Graça fora do clube religioso dominical.

Fique na Paz,

No Caminho, onde cada um faz seu caminho no Caminho – isso porque Ele é O Caminho,

Ps: Em seu último coment você diz identificar e concordar com o que digo o que apenas identifica que você, de fato, leu pouco. O que digo está embasado em todos os textos. Apenas aplico o que creio em tudo porque o Evangelho em mim não é particionado. Enxergo tudo a partir do Evangelho mesmo que seja contra mim. O último texto é apenas mais um aplicativo.

Vando

Revisitando: Voltando ao início de tudo

Quando no sábado falei com o Klauber Valente sobre o texto para hoje não fazia ideia do que escreveria. No entanto, no ônibus Itaguaí x Conceição de Jacareí, conversando com minha mulher, e refletindo sobre o cotidiano, veio a coluna: o Evangelho está no que somos nele (no Evangelho) e não o que pensamos sobre ele. Em outras palavras: não é o que o Evangelho é para você, mas sim o que o Evangelho é em você.

Ora, a questão é óbvia, mas veja você que, na prática o Evangelho é diversas coisas, porém nunca o próprio Evangelho. Em nossos dias o Evangelho é doutrina correta, é uma [cínica] moral sem mácula, é presença ao templo, é participação na missa, culto ou coisa parecida, é estar subjugado a uma liderança humana, é buscar em tudo uma tal prosperidade, é acreditar [de forma pagã] que há poder nas palavras, é crer que está sobre uma mágica proteção simplesmente por ter seu nome arrolado em algum grupo e assim como que legitimado diante de Deus. É isso, mas, infelizmente, muito mais.

Tudo isso é – ainda que não na teoria, mas na prática – o Evangelho para a maioria. Uma massa crescente, vazia, superficial e religiosa.

Repito o básico: o que importa é o que é o Evangelho em você. É o que ele produz em você como paz e bem – sim, porque se não há paz, nem bem, nem nada relacionado à uma esperança crescente no porvir, então, chame de tudo esta sua crença. Chame-a de “igreja” se quiser, mas não de Evangelho porque isso será enganar a si próprio.

Assim, importa que o Evangelho produza em você aquilo que o próprio Evangelho propõe: o Evangelho propõe vida que seja um caminho de pacificação. Evangelho sem Paz na caminhada, é tudo: é Lei, é Doutrina, é Religião mas não é Evangelho. Evangelho é certeza de que a morte já morreu, é crer que a vida é mais do que ser bem sucedido ou nunca passar por nenhum mal, é dar razão a Deus em tudo, é crescer para dentro, é tratar o outro em misericórdia, graça e perdão, é saber que o Amor resume, explica, expande a vida, é saber que fé não é arma de conquista mas sim um escudo que nos mantém firmes num mundo de crescente superficialidades e babaquices.

Faça isso lendo o Evangelho. Olhe como Jesus propunha, agia, pensava. Veja o que Ele orava, com quem ele comia ou como curava. Preste atenção de quem Ele era amigo ou a quem tratava com sarcasmos. Veja ao que Ele se dava o trabalho de responder e o que ignorava. Faça isso e verá que é tudo muito simples como simples são as coisas simples. Beijos.

Vando
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