Comentário recebido:
Olá vando,
Li vários das tuas postagens e me fiz varias perguntas, entre elas foi: Em que você acredita?
Sei que em Deus. Mas a própria Bíblia diz "Crê tu que Deus existe faz bem, pois até o diabo crê e o teme" - Tiago: 2.19.
Mais uma coisa me chama a atenção por fazer varias citações bíblicas como sendo o ponto de referência, mais qual credo você profere e de qual igreja você faz parte como membro? Não precisa falar para VCP que a reunião de várias pessoas forma a igreja. Em “Leia-me” de 27/12/06 você fala que o teu chão é “o Evangelho e o mesmo é só amor, Amém”. “Ele é Boas novas” pergunto VCP tem anunciado as boas novas elas são Cristo o Libertador e Salvador. Sim ou não é contigo. Em "milagres" o Alex diz que a única coisa que não viu foi um morto voltar a vida, mais a referência de vida que tive foi a do Clebinho que, mesmo com a enfermidade que e o assolava, ele estava olhando para a vida pois mesmo enfermo ele cria que teria a vida. É o final que ele menciona de Habacuque 3: 15.
Agora você entende quando falei que você não conhecia de quem você tanto fala nas tuas postagens. Pois até Jó achava que conhecia a Deus mais só depois de tudo que ele estava sofrendo que ele foi saber quem realmente era Deus. Jó 42, 1.2...6. Nos teus temas você fala em tudo e de tudo, mas não expressa um conhecimento de um Cristo que muda o caráter de um homem, pois o escritor aos Hebreus mandou olhar para o Cristo que liberta e não para o homem, Hb: 12: 1.2.3. Olha Vando por tudo que li nos teus escritos realmente você tem uma inteligência grande. Tem vários escritos teus que te dou toda razão. Tem muitos homens que fazem coisas com a palavra de Deus que é feio, mais é o que te falei: conhecer a Cristo é diferente. Na época de Cristo 3 tipos de seguidores tinha com ele,1º: os que realmente queria servi-lo, 2º: os que realmente queriam só o pão e peixe, 3º os que realmente queriam só o acusá-lo, pergunto para você: mudou alguma coisa até o dia de hoje? Não.
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Resposta:
Caro Sebastião,
Antes de tudo ainda tenho para mim que você leu muito pouco do que escrevi. Tenho mais de 500 textos. Você pode me dizer que não é obrigado a lê-los. Eu também posso responder-te que não sou obrigado a dar-te satisfação daquilo que escrevo se, por conta própria você poderia procurar entender e assim evitar que eu lhe repita algumas coisas.
Mas percebo de tudo sua sinceridade.
Tentarei responder suas perguntas com o máximo de clareza possível. No entanto, alguns itens você precisa discernir de antemão: quando falo Igreja, estou falando da Igreja: daquela que a gente pode ver em qualquer canto na reunião de duas ou três pessoas conforme Jesus que não tem qualquer exigência de templo, pastor ou dia sagrado. Logo, por exclusão óbvia, não estou falando da “igreja” uma hidra de milhares de cabeças cujo poder em baseado em barganhas com Deus: grana, moral e números.
Também lhe exponho que, quando falo de Evangelho digo da Revelação feita em Jesus que nada tem a ver com o “evangelho” ensinado nos púlpitos cristãos. Ora, talvez você diga que generalizo. Pode ser, mas há muito pouco de Evangelho dentro das “igrejas” cristãs. Isso desde aquilo que ensinado até pela maldade que é praticada.
Daí que, apesar de ser bem explícito naquilo que creio você precisa de alguns direcionamentos “basilares” sobre minha fé. Sendo assim sugiro a leitura do Marcador “Razão da minha fé”. Mas o que creio está assim definido: Jesus é a Revelação do Amor de Deus aos homens, não tendo deixado nenhuma espécie de ponte a não ser Ele mesmo. Ora, preciso de mais alguma definição? Preciso identificar versículos bíblicos para enfatizar aquilo que os da religião, tendo versículos, assim mesmo são enganados ou enganam?
Não, não preciso. Ainda assim, respondo em que creio: creio que existam anjos, outros mundos, creio que existam diabos – humanos e não humanos -, creio que Deus criou o mundo – mas não tenho a mínima ideia como -, que Jesus é histórico porque antes de qualquer história Ele É, creio no poder da amizade, do amor, do perdão, da Graça, creio que todo homem pode ser regenerado pela Graça, creio que exista um inferno (ainda que não creia nesse inferno a lá Dante Alighieri), creio no nascimento miraculoso de Jesus e em sua ressurreição (sem a qual não há sequer nada a ser acreditado), creio na morte da morte, creio que a Igreja é só o que Jesus disse, creio não há explicação possível para Deus e, portanto, qualquer tentativa de explicá-lo é burrice, malandragem ou então apenas inocência mesmo. Por consequinte, explicar a “Trindade” então é assinar atestado de tolice. Creio que a fé é a única forma de agradar a Deus e todas as outras formas não são nada, inclusive essas que ensinam dominicalmente nas “igrejas” cristãs.
Ora quanto ao diabo, que também crê, eu não tenho nada com ele, mas vejo ele dando risadas aos borbotões diante disso que se chama evangelho e que, na verdade, é apenas uma enganação histórica que vem desde a época de Constantino – esse sim o primeiro papa e mestre disso que ainda hoje chamamos de cristianismo. Ora, e a Reforma fez o quê? Nada, apenas tirou ali e aqui, mas ainda assim manteve a base que é a de uma teologia baseada na filosofia grega de lógica.
Sendo assim não creio, fui crido. Fui inserido nos rincões da Graça como um disperso, como a um prematuro. Fui engravidado nAquele me tomou em Amor. Estou sendo formado, dia a dia, das trevas para a luz. Ora, não que tenha alcançado algo – muito ao contrário. Mas sigo, diante de mim a visão é Eterna, ou seja, só possível em fé – mesmo que eu não tenha resposta para nada. Assim meu mano a fé nEle não é um contrato eclesial, mas um rasgo existencia que não nos dá resposta, apenas fé mesmo.
Daí, meu mano, que digo: não brinco de “evangelho”, “igreja”, “doutrina”, “adoração”, “santidade” ou qualquer outros dos temas sacros à "igreja". O buraco é mais embaixo. É a “igreja” que sempre tentou amenizar onde não se deve amenizar ou endurecer o que a Graça tornou infantilidade. O Caminho é a Graça. O resto são “solas” feito escrituras. Basta-nos a Graça. Quem sabe de si em Graça não duvida, não pergunta, não tem medo dos “ateus”, dos “espíritas” ou de quem quer se seja pois sabe que todos são dependentes da Graça, primeiro os cristãos, depois todos os outros. Quem sabe de si um enxertado na videira não pergunta apenas sente-se agraciado. Assim sou eu. E é isso que aqui ensino.
E novamente você faz-me uma pergunta como quem pede “carteirinha” de membro quando pergunta de qual “igreja” sou. Ora, não tenho credencial nenhuma a não ser aquilo que digo crer. Minha palavra é minha credencial. Deus é minha testemunha e sabe que não minto. Não que não tivesse outras credenciais a lhe apresentar. Mas tudo isso é fútil.
Então, a resposta para isso é simples: a Igreja não é minha, é dele. Fui colocado como temporão nela. Isso basta. Mas pergunte para a “igreja” se basta... Sim, pergunte a eles e lhe dirão que preciso de uma “cobertura espiritual”. Ora, coisa de meninos que não crêem que o sangue de Jesus nos cobre em tudo. Precisam sempre de um aio a lhes pegar pela mão como débeis que nunca deixam o leite porque são meninos levando pela mão outros meninos.
Minha Igreja é o mundo, meu irmão. E disso não brinco. Quando John Wesley disse assim pareceu bonitinho, romantizado, chique. Mas, quem quer assim viver? Quem quer dizer que o chão da vida acontece em tudo que é lugar do planeta? Quem quer ser tão desinstalado assim? Ora, conheço poucos homens a esse nível. Mesmo os celebrados pela “igreja” são só ícones do passado pois no presente são todos dependentes da Grande Mãe "Igreja".
Interessante de tudo é quem em nada você discorda do que digo. Sua confusão - e confissão! - para comigo é puramente religiosa já que não tenho nada a lhe oferecer a não ser aquilo que aqui lhe digo: vá para o Evangelho e leia-o sem os olhos da religião e veja se o que digo aqui está em desconformidade com o mesmo. Se assim for, volte aqui e me diga.
Sobre sua tríade final o que pode lhe dizer é: não não mudou. E a “igreja” é a maior representante disso.
Mas, quanto a você a proposta é: pregue o Evangelho sem fazer média com ninguém porque a “igreja” já não O suporta. Mas antes faça você mesmo um processo de desintoxicação religiosa pois, do pouco que me escreveu é possível identificar algumas doenças de cunho “evangélico” que não consegue enxergar Graça fora do clube religioso dominical.
Fique na Paz,
No Caminho, onde cada um faz seu caminho no Caminho – isso porque Ele é O Caminho,
Ps: Em seu último coment você diz identificar e concordar com o que digo o que apenas identifica que você, de fato, leu pouco. O que digo está embasado em todos os textos. Apenas aplico o que creio em tudo porque o Evangelho em mim não é particionado. Enxergo tudo a partir do Evangelho mesmo que seja contra mim. O último texto é apenas mais um aplicativo.
Vando